Investimentos de Curto Prazo: saiba mais sobre eles

A tomada de decisão em relação aos investimentos deve sempre ser feita com cuidado pelo investidor. Na hora de investir, o poupador deve se basear nos seus objetivos no curto, médio e longo prazo e atentar-se à relação entre o horizonte do investimento e a liquidez deste investimento.

Por conta disso, a carteira de investimentos de todo investidor deve sempre ser dividida entre investimentos de curto, médio e longo prazo. No artigo de hoje, você vai conhecer alguns investimentos de curto prazo, ideais para aqueles objetivos de menor prazo e para resgates em um período de tempo mais curto.

Vamos lá?

O que são investimentos de curto prazo?

Investimentos de curto prazo são aqueles cujo retorno será obtido em até dois anos – assim como o seu resgate. Por conta disso, é sempre indicado que o investidor escolha investimentos mais conservadores – como a renda fixa, por exemplo, para compor sua carteira de investimentos de curto prazo.

Um planejamento correto, alinhando os objetivos pessoais com os investimentos, permitirá ao investidor escolher as melhores opções de investimentos de curto prazo, que ofereçam bons rendimentos e a liquidez necessária para atender às necessidades de curto prazo do poupador sem comprometer sua organização financeira.

Onde investir?

Existem diversas opções de investimentos de curto prazo, ideais para quem planeja um resgate em até dois anos. Entre eles, podemos citar as Letras Financeiras do Tesouro (LTF) – ou Tesouro Selic, os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com liquidez diária, Fundos DI e Fundos de Renda Fixa atrelados ao CDI, entre outros.

Conheça um pouco mais sobre estas opções de investimento de curto prazo:

Letras Financeiras do Tesouro (LFT) – Tesouro Selic

As Letras Financeiras do Tesouro – também conhecidas como Títulos do Tesouro Direto, são m um tipo de investimento cuja remuneração está associada à taxa Selic (pós-fixados, com rendimentos diários e vinculados à taxa básica da economia brasileira).

As LFTs sofrem descontos no Imposto de Renda (IR). Apesar disso, elas ainda são superiores à poupança. Em agosto de 2017, os Títulos do Tesouro Direto indexados à Selic foram os preferidos dos investidores brasileiros, de acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional.

 

Certificados de Depósitos Bancários (CDBs)

Os CDBs também são uma boa escolha para quem quer fazer investimentos seguros no curto prazo. Esses títulos rendem bem mais do que a poupança e são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o limite de R$ 250 mil.

Aconselha-se que o investidor dê preferência a títulos de bancos que paguem mais de 100% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Como os grandes bancos só começam a pagar mais de 100% para rendimentos com carência de pelo menos 3 anos, quem quer retornos no curto prazo deve optar pelos bancos médios. Para a carteira de curto prazo, procure CDBs com liquidez diária ou carência mais curta.

Não se esqueça que, sobre os CDBs, há também incidência de IR. As taxas variam conforme o tempo de resgate da liquidez, sendo o prazo acima de 720 dias a menor delas – com desconto de 15%.  Se o investidor resgatar abaixo de 180 dias, o desconto do IR é de 22,5%; resgates feitos entre 181 e 360 dias tributam 20% e, entre 361 e 720 dias, o imposto é de 17,5%.

Fundos DI

Os Fundos DI são investimentos atrelados ao CDI e à taxa Selic (taxa básica de juros da economia brasileira) e, portanto, são pós-fixados. É importante que a taxa de administração dos fundos não ultrapasse 0,5% ao ano para que esse tipo de título seja realmente rentável. É aconselhável que o investidor procure, ainda, fundos que ofereçam uma remuneração superior a 100% do CDI.

É também interessante que o investidor saiba que os Fundos DI não têm garantia de rentabilidade. Por isso, saber quanto o banco vai pagar sobre o CDI, e estar sempre atento à rentabilidade é fundamental.

A grande vantagem dos fundos DI é a liquidez imediata, já que o investidor pode fazer o resgate a qualquer momento e ter o capital à disposição para qualquer necessidade – ideal para investimentos de curto prazo.

Fundos de renda fixa atrelados ao CDI

Os Fundos de renda fixa atrelados ao CDI acompanham o CDI e a taxa Selic e, portanto, também são pós-fixados. Assim como os fundos DI, o ideal é que a taxa de administração não ultrapasse 1% ao ano e que o fundo remunere o investidor sempre acima de 100% do CDI.

É possível encontrar fundos de renda fixa com carência de 15, 20 ou 30 dias, por exemplo. Isso permite com que esses fundos apliquem seus recursos em títulos menos líquidos e tentem obter melhores taxas de retorno para o investidor.

Por conta disso, os Fundos de Renda Fixa podem ser úteis para quem esteja procurando investimentos de curto prazo, desde que o investidor se mantenha atento à liquidez para o resgate.

Conclusão

Independente da escolha do investidor, é importante que o poupador saiba que existe bons produtos de renda fixa disponíveis para composição de carteira de curto prazo. Ao contrário do que muita gente ainda acredita, existem boas opções de investimentos de curto prazo, que rendem mais que a poupança e também oferecem segurança ao investidor.

E você, possui investimentos no curto prazo? Onde você costuma aplicar seu dinheiro para no curto prazo? Compartilhe suas experiências conosco!


Equipe App Renda Fixa
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2019-05-20T18:14:31+00:00

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André Bona
O Blog de Valor é um site de educação financeira independente cuja finalidade é auxiliar pessoas e famílias a melhor compreender, por meio de conteúdos educacionais, o mercado financeiro e os seus produtos.

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